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O governo do pai de Flávio disse não à vacina do Butantan
Em 21 de outubro de 2020, Jair Bolsonaro, então presidente, cancelou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, do Butantan[1]. Em 2022, pôs o Porto de Santos no Programa Nacional de Desestatização[2]. O plano de Flávio promete retomar esse programa[3].
20 out. 2020 · Eduardo Pazuello, ministro da Saúde
O Ministério da Saúde assina protocolo para comprar 46 milhões de doses da CoronaVac, do Butantan[1]
21 out. 2020 · Jair Bolsonaro, a ministros, segundo o Poder360
Alerto que não compraremos vacina da China[1]
21 out. 2020 · Jair Bolsonaro, no Facebook
O povo brasileiro NÃO SERÁ COBAIA DE NINGUÉM[1]
7 jan. 2021 · Ministério da Saúde e Butantan
O governo federal assina contrato de 100 milhões de doses da CoronaVac[4]
17 jan. 2021 · Instituto Emílio Ribas, São Paulo
A enfermeira Mônica Calazans é a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil, com a CoronaVac[5]
27 jul. 2022 · Jair Bolsonaro, por decreto
O Porto de Santos entra no Programa Nacional de Desestatização, “para fins de desestatização”[2]
27 out. 2023 · Silvio Costa Filho, ministro dos Portos
A decisão do presidente Lula é pela não privatização do Porto de Santos[6]
2026 · Plano de governo de Flávio
Vamos retomar o Programa Nacional de Desestatização com critério, avaliando caso a caso onde a presença do Estado deixou de fazer sentido[3]
Ninguém sabe quantas vidas a recusa custou, e o site não estima esse número. Os fatos acima são datados e têm fonte.
Vacina
A vacina que veio de São Paulo
Um dia depois de o Ministério da Saúde assinar o protocolo, Jair Bolsonaro, então presidente, cancelou a compra. Chamou a CoronaVac de “vacina chinesa de João Doria” e escreveu: “minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”[1].
Em janeiro de 2021, o governo assinou o contrato com o Butantan[4]. Dez dias depois, a enfermeira Mônica Calazans, do Emílio Ribas, tomou a primeira dose do país[5].
Porto
O porto na lista
Em julho de 2022, um decreto de Bolsonaro incluiu a Autoridade Portuária de Santos no Programa Nacional de Desestatização[2]. A decisão foi tomada sob o então ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, hoje governador de São Paulo[6].
Em outubro de 2023, o governo Lula tirou o porto do programa[6].
O plano
“Caso a caso”
O plano de Flávio promete retomar o mesmo programa, “avaliando caso a caso”. O plano não diz quais. Sobre Santos, diz que, sob Lula, o porto “se tornou um dos maiores exportadores de cocaína do mundo”[3].
O voto
A parceria anunciada
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Referências06 fontes
- 02IstoÉ Dinheiro · Decreto inclui Porto de Santos no Programa Nacional de DesestatizaçãoO decreto, assinado por Jair Bolsonaro, incluiu a autoridade portuária de Santos no PND.(abre em nova aba)
- 03Flávio Bolsonaro · Plano de Governo — Flávio BolsonaroO plano promete retomar o PND “caso a caso”, sem citar Santos; fala do porto e anuncia parceria com Tarcísio.(abre em nova aba)
- 04Diário do Comércio · Ministério da Saúde assina acordo com Butantan por 100 milhões de doses da CoronaVacEm 7/1/2021, o Ministério da Saúde assinou contrato de 100 milhões de doses da CoronaVac.(abre em nova aba)
- 05InfoMoney · Enfermeira do Instituto Emílio Ribas é primeira vacinada contra Covid-19 no BrasilMônica Calazans, do Emílio Ribas, foi a primeira vacinada do país, com a CoronaVac, em 17/1/2021.(abre em nova aba)
- 06Jornal de Brasília (Estadão Conteúdo) · Governo federal retira Porto de Santos do programa de privatizaçãoA inclusão de Santos no PND foi decidida sob Tarcísio; em 27/10/2023, o governo Lula retirou o porto do programa.(abre em nova aba)