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Mapa do Segundo Turno

09/ 17Escala 6x1

A campanha de Flávio quer votar o fim da 6x1 só depois da eleição.

O Senado começa a discutir a PEC do fim da escala 6x1 em 6 de outubro, 19 dias antes do segundo turno[1]. O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro disse esperar que ela seja votada “após as eleições”[2]. Em 5 de outubro, segundo a Agência O Globo, “Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado da eleição presidencial”[3]. Questionado em agosto e setembro, Flávio não disse como votaria[4][5].

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Votar antes ou depois da eleição
  1. 19 mai. 2026 · Nota oficial de Flávio, então pré-candidato

    …essa discussão é legítima, porém inoportuna e eleitoreira […] A mudança tem que vir com responsabilidade e no momento certo.[6]
  2. 29–30 ago. 2026 · Entidades do comércio

    A CNC e 34 federações e sindicatos filiados lançam a campanha “Agora, não”, pelo adiamento da votação no Senado.[7]

  3. 31 ago. 2026 · Rogério Marinho, coordenador da campanha, em evento do BTG Pactual

    espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições sem a contaminação do processo eleitoral[2]
  4. 1 set. 2026 · Flávio a repórteres, ao chegar ao Senado

    Vamos defender o nosso texto, que é a liberdade do trabalhador. Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz[8]
  5. 2 set. 2026 · Comissão de Constituição e Justiça do Senado

    Segundo a CNN Brasil, Marinho tenta postergar a votação com recursos regimentais[9]. A PEC é aprovada; Marinho vota contra[10]. Flávio, membro da comissão, está ausente[5].

  6. 2 set. 2026 · Plenário do Senado

    Sem margem segura de votos, o governo não leva a PEC ao plenário. Randolfe Rodrigues (PT) atribui o recuo a uma “ação coordenada” da oposição, com participação de Flávio e Marinho.[5]

  7. 2 out. 2026 · Presidência do Senado

    Davi Alcolumbre (União) pauta a PEC para 6 de outubro, antes do segundo turno.[1]

  8. 5 out. 2026 · Agência O Globo, um dia depois do primeiro turno

    “Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado da eleição presidencial.” “O PL de Flávio também trabalha para adiar a escolha.”[3]

A PEC precisa de 49 votos no Senado, em dois turnos[3]. “Está mais difícil aprovar”, disse em 5 de outubro a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE)[11].

Milhões de empregos formais com seis dias e 44 horas ou mais por semana
14,8
Dizem que a jornada máxima de trabalho deveria ser reduzida
71%
Deputados aprovaram a PEC no segundo turno; 19 votaram contra
461
Fontes: Ministério do Trabalho (eSocial), via Diário do Comércio[12]; Datafolha, março de 2026, via Poder360[13]; Câmara dos Deputados, via Agência Brasil[14].

O que dizem

“Inoportuna e eleitoreira”

Sobre a PEC no formato atual, Flávio afirmou: “Vai gerar desemprego em massa, aumento no custo de vida e prejudicar mais os trabalhadores do que ajudar”[6]. A coordenadora econômica do seu plano de governo, Daniella Marques, chamou o debate de “populista e inócuo”[15].

Flávio também escreveu: “Não estamos contra quem quer mudança”[6] e defende que o trabalhador escolha a própria jornada, com os direitos trabalhistas garantidos[4].

A alternativa

A PEC que Flávio assinou

Um dia depois da votação na Câmara, Flávio assinou como coautor a PEC 12/2026, de Rogério Marinho[16]. Nela, o empregado pode optar por um regime por horas, o patrão paga só as horas trabalhadas e o contrato individual prevalece sobre o acordo coletivo[17].

A Agência Brasil descreve o texto como proposta alternativa “que mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas”[5].

O texto

O que a Câmara aprovou

Em 27 de maio, a Câmara aprovou a PEC por 461 a 19 no segundo turno. A jornada máxima cai de 44 para 42 horas em 60 dias e para 40 horas 12 meses depois, com duas folgas semanais e sem corte de salário[14].

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, orientou voto a favor. O governo Lula e a bancada do PT foram contra a escala 4x3, de 36 horas, por considerá-la uma mudança brusca demais[18].

Depois do dia 25

Votar sem saber

Flávio é senador e membro da CCJ. Questionado à Record e no Senado, não disse como votaria a PEC[4][5]. Se a votação ficar para depois de 25 de outubro, o eleitor escolhe o presidente sem saber.

O PL terá 28 senadores a partir de 2027, a maior bancada da Casa. Os novos senadores só tomam posse em fevereiro, mas, segundo a Agência O Globo, o tamanho da bancada já começa a pesar nas articulações[3]. No dia 25, quem vota é você.

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Referências18 fontes

  1. 01Poder360 · Senado vai analisar 6 X 1 antes do 2º turnoAlcolumbre pautou a PEC do fim da 6x1 para 6 de outubro, antes do 2º turno.(abre em nova aba)
  2. 02Pleno.News · “Após as eleições”, diz Rogério Marinho sobre votação da 6×1Marinho, no evento do BTG Pactual, disse esperar que a PEC seja votada após as eleições.(abre em nova aba)
  3. 03InfoMoney (Agência O Globo) · Escala 6x1: Alcolumbre mantém sessão, mas votação depende de acordo“Flávio e aliados são contra discutir a medida antes do resultado”; “O PL de Flávio também trabalha para adiar”.(abre em nova aba)
  4. 04CNN Brasil · “Defendo a liberdade do trabalhador”, diz Flávio em alternativa a 6x1À Record TV, Flávio preferiu não revelar como votará e defendeu a jornada escolhida pelo trabalhador.(abre em nova aba)
  5. 05Agência Brasil · Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenárioA PEC de Marinho mantém a 6x1 e as 44 horas; Flávio, da CCJ, estava ausente e evitou dizer como votaria; o governo, com 53 ou 54 votos, não levou a PEC ao plenário; a acusação de Randolfe.(abre em nova aba)
  6. 06Poder360 · Flávio diz que CLT está ultrapassada e propõe alternativa à escala 6 X 1Íntegra da nota de Flávio (“legítima, porém inoportuna e eleitoreira”) e a frase “Vai gerar desemprego em massa”.(abre em nova aba)
  7. 07TMC · CNC lança campanha contra votação da escala 6x1 às vésperas das eleições: “Agora, não”A CNC e 34 federações lançaram campanha pelo adiamento da votação no Senado.(abre em nova aba)
  8. 08Diário do Grande ABC · Flávio Bolsonaro foge de responder se votará a favor ou contra PEC 6x1“Primeiro, vota-se a nossa proposta, depois vê o que faz”; não respondeu sobre o texto do governo.(abre em nova aba)
  9. 09CNN Brasil · Marinho vai “ao front” contra fim da 6x1; Flávio deixa tema de fora de focoMarinho, coordenador da campanha de Flávio, “buscou postergar o quanto pôde” a votação na CCJ.(abre em nova aba)
  10. 10Agência Senado · Fim da escala 6x1 passa na CCJ e vai a PlenárioA CCJ aprovou a PEC em votação simbólica; Rogério Marinho votou contra.(abre em nova aba)
  11. 11InfoMoney (Agência O Globo) · 6x1: aprovação ficou mais difícil após 1º turno, diz líder do governo no SenadoTeresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado: “Está mais difícil aprovar.”(abre em nova aba)
  12. 12Diário do Comércio · Escala 6x1 atinge 33,2% dos empregos no Brasil, aponta levantamentoEstudo do Ministério do Trabalho: 14,8 milhões de 50,3 milhões de vínculos em seis dias e 44h ou mais.(abre em nova aba)
  13. 13Poder360 · 71% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6 X 1, diz DatafolhaDatafolha, 3 a 5 de março de 2026: 71% dizem que a jornada máxima deveria ser reduzida.(abre em nova aba)
  14. 14Agência Brasil · Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1461 a 19 no 2º turno; 44h para 42h em 60 dias e 40h doze meses depois, duas folgas, sem corte de salário.(abre em nova aba)
  15. 15InfoMoney (Estadão Conteúdo) · Debate sobre fim da 6x1 é ‘populista e inócuo’, diz coordenadora econômica de FlávioDaniella Marques, coordenadora econômica do plano de Flávio, chamou o debate de “populista e inócuo”.(abre em nova aba)
  16. 16Senado Federal · Proposta de Emenda à Constituição n° 12, de 2026Ficha da PEC 12/2026, de Rogério Marinho, com Flávio Bolsonaro entre os coautores.(abre em nova aba)
  17. 17Agência Senado · Rogerio Marinho propõe PEC que flexibiliza jornada de trabalhoRegime por horas trabalhadas, pagamento só das horas e contrato individual acima do acordo coletivo.(abre em nova aba)
  18. 18Poder360 · Líder do PL diz que partido votará pelo fim da 6 X 1 e defenderá 4 X 3Sóstenes Cavalcante orientou voto a favor; governo e PT foram contra 36 horas por ser mudança brusca.(abre em nova aba)
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