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Mapa do Segundo Turno

15/ 17Educação

Lula construiu. Com o pai de Flávio, a verba do MEC encolheu. Lula retomou.

No governo Lula, as matrículas na graduação quase dobraram[1]. No governo do pai de Flávio, o MEC pagou 5% menos em 2022 do que em 2019; com Lula, voltou a subir, em parte pelo Novo Fundeb, aprovado pelo Congresso em 2020[2][3].

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Quatro medidas, quatro governos

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Investimento público em educação

Investimento público direto em educação · % do PIB · escala linear com zero

  1. FHC4,1%

    2002[4]

  2. Lula4,9%

    2010[4]

Soma União, estados e municípios. Caiu de 2003 a 2005 e subiu a partir de 2006, ano em que mudou a fonte dos dados de estados e municípios.

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Investimento público em educação · Investimento público direto em educação · % do PIB
GovernoValorPeríodo
FHC4,1%2002
Lula4,9%2010

Matrículas na graduação

Matrículas · milhões · escala linear com zero

  1. FHC3,52 milhões

    2002[1]

  2. Lula6,38 milhões

    2010[1]

Cursos presenciais e a distância, em instituições públicas e privadas. Em 2010, 74,2% das matrículas estavam na rede privada.

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Matrículas na graduação · Matrículas · milhões
GovernoValorPeríodo
FHC3,52 milhões2002
Lula6,38 milhões2010

Despesa paga do MEC

R$ bilhões de dezembro de 2024 · escala linear com zero

  1. Jair BolsonaroR$ 164,6 bi

    2019[2]

  2. Jair BolsonaroR$ 156,4 bi

    2022[2]

  3. LulaR$ 172,6 bi

    2023[2]

  4. LulaR$ 174,9 bi

    2024[2]

Corrigida pela inflação; inclui o Fundeb, que sobe por regra aprovada pelo Congresso em 2020. A queda começou em 2018.

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Despesa paga do MEC · R$ bilhões de dezembro de 2024
GovernoValorPeríodo
Jair BolsonaroR$ 164,6 bi2019
Jair BolsonaroR$ 156,4 bi2022
LulaR$ 172,6 bi2023
LulaR$ 174,9 bi2024

Ideb dos anos iniciais

Ideb · escala de 0 a 10 · escala linear com zero

  1. Lula3,8

    2005[5]

  2. Lula4,6

    2009[5]

  3. Jair Bolsonaro5,9

    2019[5]

  4. Lula6,3

    2025[6]

Anos iniciais do ensino fundamental, no Brasil. O resultado depende também das redes estaduais e municipais. O de 2025 é o maior da série, iniciada em 2005.

Ver os números em tabela
Ideb dos anos iniciais · Ideb · escala de 0 a 10
GovernoValorPeríodo
Lula3,82005
Lula4,62009
Jair Bolsonaro5,92019
Lula6,32025

2003–2010

Quase o dobro na graduação

Em 2002, as matrículas na graduação eram 3.520.627; em 2010, 6.379.299: +81%[1]. O governo Lula criou 14 universidades federais, algumas a partir de unidades que já existiam[7], e o ProUni, com bolsas em faculdades privadas[8]. Em dezembro de 2010, a rede federal de educação profissional tinha 354 escolas: 140 criadas de 1909 a 2002 e 214 do programa de expansão[9].

Vieram o Fundeb, que passou a financiar da creche ao ensino médio[10], os Institutos Federais[11] e o piso nacional dos professores, de R$ 950[12]. O Ideb dos anos iniciais foi de 3,8, em 2005, a 4,6, em 2009[5].

2019–2022

Bloqueio, vetos e o menor Enem

Em abril de 2019, o ministro Weintraub disse que universidades que estivessem fazendo “balbúrdia” teriam “verbas reduzidas”[13]. O bloqueio de 30% chegou a todas as federais[14] e foi revertido em outubro[15]. O Enem 2021 teve 3,1 milhões de inscritos, o menor número desde 2005[16].

Jair Bolsonaro vetou o projeto de internet para alunos e professores das escolas públicas[17] e o reajuste da verba federal da merenda, parada desde 2017 em R$ 0,36 por aluno por dia no fundamental e médio[18][19]. Os vetos caíram no Congresso[17][20]; em 2023, o governo Lula reajustou para R$ 0,50[19].

Desde 2023

Retomada, com o maior Ideb

Em 2023 e 2024, o MEC pagou R$ 17 bilhões a mais por ano, em média, que de 2019 a 2022, parte pelo Novo Fundeb, de 2020[2]. Somando União, estados e municípios, o gasto com educação caiu de 4,7% do PIB em 2019 para 4,1% em 2021 e chegou a 5,1% em 2024[21].

As bolsas de doutorado, congeladas desde 2013, foram de R$ 2.200 para R$ 3.100 em 2023[22]. Em 2025, o Ideb teve os maiores valores da série nas três etapas[6]. O Pé-de-Meia chega a 3,9 milhões de alunos do ensino médio; o TCU deu 120 dias para adequar seu financiamento ao orçamento[23]. E a verba discricionária das federais, R$ 5,0 bilhões em 2024, segue abaixo dos R$ 5,5 bilhões de 2019[24].

Flávio

Os votos e o plano de Flávio

Flávio votou sim nos dois turnos do Novo Fundeb, aprovado por 79 a 0 em 2020, que eleva a parte da União de 10% para 23% até 2026[3]. Em maio de 2020, na pandemia, foi o único voto contra adiar o Enem: 75 a 1[25].

Em 2023, ao contestar a renovação da Lei de Cotas, perguntou: “Tem branco pobre em Minas Gerais?”[26] Seu plano propõe voucher para creches, mais escolas cívico-militares e o ensino superior fora do MEC; para o ensino médio, só mais cursos técnicos[27]. Agora, ele está na urna.

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Referências27 fontes

  1. 01Inep · Censo da Educação Superior 2010Matrículas na graduação: 3.520.627 em 2002 e 6.379.299 em 2010 (Tabela 2); 74,2% na rede privada em 2010.(abre em nova aba)
  2. 02Todos Pela Educação · Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025Despesa paga do MEC, em R$ bilhões de dezembro de 2024 (IPCA, Siafi): 185,4 (2017), 171,2 (2018), 164,6 (2019), 152,3 (2020), 151,9 (2021), 156,4 (2022), 172,6 (2023), 174,9 (2024).(abre em nova aba)
  3. 03Agência Senado · Senado aprova PEC do Fundeb, que será promulgada nesta quarta79 votos a 0 nos dois turnos; a União passa de 10% para 23% do Fundeb até 2026. Votação nominal: Flávio Bolsonaro votou sim nos dois turnos.(abre em nova aba)
  4. 04Inep · Estimativa do Percentual do Investimento Público Direto em Educação em Relação ao Produto Interno Bruto (PIB), por Nível de Ensino - Brasil 2000-2021União, estados e municípios: 4,06% do PIB em 2002 e 4,90% em 2010; 3,82% a 3,86% em 2003–2005; dados de estados e municípios do Siope a partir de 2006.(abre em nova aba)
  5. 05Inep · Indicadores educacionais compostos por: Taxa de Aprovação, SAEB e IDEB nos anos de 2005, 2007, 2009, 2011, 2013, 2015, 2017 e 2019 e Projeções até 2021Ideb Brasil, anos iniciais: 3,8 (2005), 4,6 (2009), 5,9 (2019); anos finais 4,9 e ensino médio 4,2 em 2019.(abre em nova aba)
  6. 06Inep · Ideb avança em todas as etapas da educação básicaIdeb 2025: 6,3, 5,3 e 4,5, “os maiores valores da série histórica iniciada em 2005” nas três etapas.(abre em nova aba)
  7. 07Agência Pública · ProUni e novas universidades. Não é bem assim, Marcon!14 universidades federais criadas no governo Lula e 4 no de Dilma; algumas por desmembramento de unidades existentes.(abre em nova aba)
  8. 08Planalto · Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005Institui o Programa Universidade para Todos (ProUni), com bolsas em instituições privadas.(abre em nova aba)
  9. 09JB · Lula participa de ato de inauguração simultânea de 31 escolas técnicas federais“A rede federal reúne 354 escolas em atividade, das quais 214 fazem parte do programa de expansão e 140 foram criadas no período de 1909 a 2002.”(abre em nova aba)
  10. 10Planalto · Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007Regulamenta o Fundeb, que financia a educação básica, da creche ao ensino médio.(abre em nova aba)
  11. 11Planalto · Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008Institui a Rede Federal de Educação Profissional e cria os Institutos Federais.(abre em nova aba)
  12. 12Planalto · Lei nº 11.738, de 16 de julho de 2008Piso salarial nacional do magistério público da educação básica: R$ 950,00 (redação original).(abre em nova aba)
  13. 13Jornal de Brasília (Estadão) · MEC cortará verba de universidade por ‘balbúrdia’ e já mira UnB, UFF e UFBAWeintraub: “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”; bloqueio de 30%.(abre em nova aba)
  14. 14Exame · MEC recua da decisão de punir universidades por ‘balbúrdia’O contingenciamento foi estendido a todas as universidades federais.(abre em nova aba)
  15. 15Exame · MEC liberará todo orçamento bloqueado de universidades federais“Cem por cento de todo o orçamento para o custeio das universidades federais e institutos” foi descontingenciado.(abre em nova aba)
  16. 16Poder360 · Com 3,1 milhões, Enem 2021 tem o menor número de participantes desde 20053,1 milhões de inscritos em 2021, contra 5,1 milhões em 2019.(abre em nova aba)
  17. 17Congresso Nacional · Veto nº 10/2021Veto total ao PL 3.477/2020, rejeitado em 1º/6/2021 (Câmara 419 x 14; Senado 69 x 0); virou a Lei 14.172.(abre em nova aba)
  18. 18IstoÉ Dinheiro · Bolsonaro veta reajuste de verba para merenda escolarVeto ao reajuste do Pnae na LDO; R$ 0,36 por aluno no fundamental e médio.(abre em nova aba)
  19. 19Diário do Nordeste · Após 6 anos sem reajuste, Governo Federal anuncia aumento de até 39% no valor da merenda escolarFundamental e médio de R$ 0,36 para R$ 0,50 por dia; a revisão anterior foi em fevereiro de 2017.(abre em nova aba)
  20. 20Observatório da Alimentação Escolar · Congresso derruba veto e abre caminho para reajustar alimentação escolarO Congresso derrubou o veto de Bolsonaro ao reajuste do Pnae na LDO em 15/12/2022.(abre em nova aba)
  21. 21Todos Pela Educação · Anuário Brasileiro da Educação Básica 2026Despesa em educação do Governo Geral (Cofog), % do PIB: 4,7 (2019), 4,1 (2021), 4,8 (2022), 4,9 (2023), 5,1 (2024).(abre em nova aba)
  22. 22Diário do Nordeste · Após 10 anos, Governo aumenta valor de bolsas de mestrado e doutorado; no Ceará 3 mil terão reajusteDoutorado de R$ 2.200 para R$ 3.100 e mestrado de R$ 1.500 para R$ 2.100; “congelado desde 2013”.(abre em nova aba)
  23. 23TCU · TCU dá prazo de 120 dias para governo federal adequar programa Pé-de-Meia ao orçamento3,9 milhões de estudantes, R$ 12,5 bilhões por ano; 120 dias para adequar o financiamento às normas orçamentárias.(abre em nova aba)
  24. 24O Tempo (Folhapress) · Com Lula, universidades federais têm orçamento menor do que com Temer e BolsonaroVerba discricionária liquidada, corrigida (SoU_Ciência): R$ 5,5 bi em 2019 e R$ 5,0 bi em 2024.(abre em nova aba)
  25. 25Agência Senado · Senado aprova adiamento do Enem 2020; matéria vai à Câmara75 votos a 1; “O único voto contrário ao adiamento foi do senador Flávio Bolsonaro”.(abre em nova aba)
  26. 26Jornal de Brasília (Folhapress) · Senado aprova Lei de Cotas em universidades até 2033 e inclui quilombolas“Eu pergunto aqui: tem branco pobre em Minas Gerais? Tem branco pobre no Amazonas?”, disse Flávio ao contestar a medida.(abre em nova aba)
  27. 27Agência Brasil · Flávio Bolsonaro propõe enxugar Estado e endurecer ações de segurançaVoucher para mensalidades em creches, mais escolas cívico-militares, educação superior para o MCTI; “Não há medidas listadas para o ensino médio”.(abre em nova aba)
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