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Minas perdeu 270 vidas em Brumadinho. Flávio quer licença automática para minas
O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê autorização automática para minas quando o órgão ambiental não se manifestar no prazo, mesmo sem análise de impacto concluída[1]. Em Brumadinho, o rompimento da barragem da Vale, em 2019, deixou 270 vítimas[2].
25 jan. 2019 · Brumadinho
Rompe a barragem da Vale em Brumadinho. Das 270 vítimas, duas nunca foram localizadas[2]
30 maio 2022 · Governo Jair Bolsonaro
O MEC anuncia corte de 14,5% para universidades e institutos federais. A UFMG estima que perderá R$ 32 milhões se o corte for mantido[3]
21 maio 2025 · Flávio, senador
Flávio vota sim ao projeto que muda o licenciamento ambiental, aprovado no Senado por 54 votos a 13[4]
18 ago. 2026 · Flávio, candidato, em Belo Horizonte
Vamos enxugar toda a burocracia que existe nessa parte do licenciamento ambiental[5]
9 out. 2026 · Plano de governo de Flávio
Segundo a Folha, o plano prevê liberar grandes obras, usinas, minas e projetos industriais se o órgão ambiental não se manifestar no prazo, mesmo sem análise de impacto[1]
13 out. 2026 · Plano de governo de Flávio
O plano prevê transferir a governança das universidades federais do MEC para o Ministério da Ciência e Tecnologia[6]
As propostas são do plano de governo, não de lei. O plano não define o prazo que liberaria a autorização.
A lama
O que Minas já viveu
Em janeiro de 2026, sete anos depois do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, os bombeiros encerraram as buscas: 268 corpos foram encontrados, e duas pessoas, ambas trabalhadoras da Vale, nunca foram localizadas[2].
O voto
O voto e a promessa
Em maio de 2025, Flávio votou sim ao projeto que muda as regras do licenciamento ambiental[4]. Em agosto de 2026, em Belo Horizonte, prometeu: “Vamos enxugar toda a burocracia que existe nessa parte do licenciamento ambiental”[5].
Ele defende que “hoje em dia, é possível você extrair minérios preservando o meio ambiente”[5].
O plano
Licença sem análise concluída
Educação
UFMG e as federais
Em maio de 2022, no governo do pai de Flávio, o MEC anunciou corte de 14,5% para universidades e institutos federais; a UFMG estimou que perderia R$ 32 milhões se o corte fosse mantido[3].
Agora, o plano de Flávio prevê tirar o ensino superior da responsabilidade do MEC e transferir a governança das universidades federais para o Ministério da Ciência e Tecnologia[6].
O dia 25
Minas decide
Minas sabe o que custa o rompimento de uma barragem[2]. No dia 25 de outubro, o voto decide quem vai assinar as próximas licenças.
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Referências06 fontes
- 01Jornal de Brasília (Folhapress) · Flávio Bolsonaro promete revisar papel do Ibama, Funai e ICMBio e quer explorar gás de 'fracking'Reportagem da Folha: o plano de Flávio prevê autorização automática para grandes obras, usinas, minas e projetos industriais se o órgão não se manifestar no prazo, mesmo sem análise de impacto; o prazo não é definido.(abre em nova aba)
- 02Diário do Nordeste · Bombeiros encerram buscas em Brumadinho sete anos após rompimento de barragemDas 270 vítimas do rompimento da barragem da Vale, 268 corpos foram encontrados; duas pessoas, ambas trabalhadoras da Vale, não foram localizadas.(abre em nova aba)
- 03Correio Braziliense · UFMG aponta perda de R$ 32 milhões se corte no Orçamento for mantidoO MEC anunciou corte de 14,5% para universidades e institutos federais; a UFMG estimou perda de R$ 32 milhões se fosse mantido.(abre em nova aba)
- 04Senado Federal · Projeto de Lei n° 2159, de 2021 — VotaçõesVotação nominal de 21/05/2025: aprovado por 54 a 13; Flávio Bolsonaro votou Sim.(abre em nova aba)
- 05O Tempo · Em BH, Flávio Bolsonaro promete 'enxugar burocracia' para setor de mineraçãoEm BH, Flávio disse “Vamos enxugar toda a burocracia que existe nessa parte do licenciamento ambiental” e que é possível “extrair minérios preservando o meio ambiente”.(abre em nova aba)
- 06Notícias ao Minuto (Folhapress) · Plano de Flávio de tirar universidades do MEC gera incerteza sobre financiamento e integração de políticasO plano de Flávio “irá transferir a governança das universidades federais para o MCTI” e “prevê a retirada do ensino superior da responsabilidade do MEC”.(abre em nova aba)