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26/ 65Dinheiro vivo

Segundo o UOL, 51 de 107 imóveis da família Bolsonaro tiveram dinheiro vivo

Segundo o UOL, a família de Jair Bolsonaro negociou 107 imóveis desde os anos 1990, e 51 foram pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo, o que não é crime[1]. Quando a reportagem saiu, Flávio Bolsonaro foi à Justiça contra os jornalistas e conseguiu tirar as matérias do ar, até o STF mandar devolvê-las[2].

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Imóveis pagos total ou parcialmente em dinheiro vivo
51
Imóveis negociados pela família desde os anos 1990
107
Fonte: reportagens do UOL de 2022, de Juliana Dal Piva e Thiago Herdy[1]

O levantamento

Quase metade, em dinheiro vivo

Em reportagens publicadas em 30 de agosto e 9 de setembro de 2022, os jornalistas Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, do UOL, mapearam 107 imóveis negociados pela família Bolsonaro desde os anos 1990[2]. Em 51 deles, segundo o UOL, houve pagamento total ou parcial em dinheiro vivo[1].

O levantamento abrange Jair Bolsonaro, sua mãe, cinco irmãos, três filhos e duas ex-mulheres[1]. Segundo o Poder360, a primeira reportagem detalha transações de R$ 13,5 milhões desde os anos 1990[2].

A resposta

Flávio processou os repórteres

Flávio Bolsonaro apresentou queixa-crime contra Juliana Dal Piva e Thiago Herdy, acusou os jornalistas de calúnia e difamação e pediu R$ 50 mil de indenização. Chamou-os de “lulistas travestidos de jornalistas”[2].

A primeira instância negou a liminar. Em 22 de setembro de 2022, a pedido de Flávio, o desembargador Demetrius Cavalcanti, do TJDFT, mandou o UOL tirar as duas reportagens do ar. No dia seguinte, o ministro André Mendonça, do STF, mandou restabelecê-las, citando a liberdade de imprensa[2].

O outro lado

Não é crime, e não houve denúncia

“Qual o problema comprar com dinheiro vivo algum imóvel?”, perguntou Jair Bolsonaro, então candidato à reeleição, em 30 de agosto de 2022[1].

Não houve denúncia por essas compras. Em novembro de 2023, Mendonça arquivou o pedido do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para investigar Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro, e chamou o pedido de “relato genérico, de ordem absolutamente conjectural”[3].

Seu voto

O que fazer com a pergunta

Em 2022, o ministro Paulo de Tarso Sanseverino, do TSE, manteve no ar uma propaganda sobre o tema: “A referência ao termo ‘dinheiro em espécie’ se mostra, à primeira vista, adequado à submissão ao debate público”[4]. Flávio pediu para tirar as reportagens do ar[2]. Agora ele é o candidato. Em 25 de outubro, a resposta é do eleitor.

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Referências04 fontes

  1. 01Metrópoles · Bolsonaro: “Qual o problema de comprar com dinheiro vivo um imóvel?”O levantamento do UOL (107 imóveis, 51 com dinheiro vivo, quem são os familiares), a frase de Jair e que a compra em espécie é legal.(abre em nova aba)
  2. 02Poder360 · André Mendonça manda recolocar no ar textos contra BolsonaroAs datas das reportagens, os R$ 13,5 milhões, a queixa-crime de Flávio, a frase sobre os repórteres, a retirada pelo TJDFT e a decisão de Mendonça.(abre em nova aba)
  3. 03Metrópoles · Mendonça barra ação contra Bolsonaro e filhos por compras de imóveisO arquivamento do pedido de investigação e as palavras de Mendonça.(abre em nova aba)
  4. 04CartaCapital · TSE nega pedido de Bolsonaro para derrubar vídeo sobre compra de imóveis com dinheiro vivoA decisão de Sanseverino no TSE e a frase sobre o debate público.(abre em nova aba)