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Mapa do Segundo Turno

36/ 63Aposentados e pensionistas

Com Lula, o piso do INSS ganhou R$ 140 acima da inflação. Com Bolsonaro, R$ 51.

Sete em cada dez benefícios do INSS valem um salário mínimo[1]. Lula pôs em lei, em 2023, o ganho do mínimo acima da inflação[2]; o texto do plano de Flávio não fala em salário mínimo[3].

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O piso, a espera e as concessões

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Ganho do piso acima da inflação

R$ de setembro de 2026 · escala linear com zero

  1. Bolsonaro+R$ 51

    jan/2018 a jan/2023[4][5]

  2. Lula+R$ 140

    jan/2023 a jan/2026[4][6]

Piso de janeiro corrigido pelo IPCA. O R$ 1.302 de janeiro de 2023 foi fixado por Bolsonaro e conta na coluna dele.

Ver os números em tabela
Ganho do piso acima da inflação · R$ de setembro de 2026
GovernoValorPeríodo
Bolsonaro+R$ 51jan/2018 a jan/2023
Lula+R$ 140jan/2023 a jan/2026

Tempo médio para conceder um benefício

dias · escala linear com zero

  1. Bolsonaro85 dias

    maio/2022[7][8]

  2. Lula43 dias

    maio/2024[8]

  3. Lula77 dias

    fev/2026[9]

  4. Lula33 dias

    ago/2026[1]

Fontes: BEPS e TCU. Quanto menor, melhor. Fevereiro de 2026 foi o pico, no recorde da fila.

Ver os números em tabela
Tempo médio para conceder um benefício · dias
GovernoValorPeríodo
Bolsonaro85 diasmaio/2022
Lula43 diasmaio/2024
Lula77 diasfev/2026
Lula33 diasago/2026

Benefícios concedidos no ano

milhões de benefícios · escala linear com zero

  1. Bolsonaro5,2 milhões

    2022[1]

  2. Lula7,6 milhões

    2025[1]

Fonte: INSS, BEPS. Em 2025, 46% a mais do que em 2022.

Ver os números em tabela
Benefícios concedidos no ano · milhões de benefícios
GovernoValorPeríodo
Bolsonaro5,2 milhões2022
Lula7,6 milhões2025

O piso

Sete em cada dez no mínimo

Em agosto de 2026, sete em cada dez benefícios pagos pelo INSS (29,5 milhões de 42,7 milhões) eram de exatamente um salário mínimo[1]. Em reais de setembro de 2026, esse piso ganhou R$ 51 acima da inflação com Bolsonaro e R$ 140 com Lula[4][6].

O R$ 1.302 de janeiro de 2023 foi fixado por Bolsonaro e entra na conta dele[5]. A partir de 2024, a lei de Lula soma à inflação o crescimento do PIB[2]. Desde 2025, esse ganho tem teto de 2,5%: o piso de 2026 ficou em R$ 1.621, e não em R$ 1.636[10][6].

Quem ganha acima do piso teve 3,9% em 2026, igual à inflação medida pelo INPC[11]: só a reposição.

A reforma

Flávio votou Sim em 2019

Flávio votou Sim à reforma da Previdência em 22/10/2019, aprovada no Senado por 60 a 19[12]. Nela, a pensão por morte é 50% da aposentadoria mais 10 pontos por dependente; a aposentadoria, 60% da média, mais 2 pontos por ano acima de 20 de contribuição[13].

A fila

Bateu recorde, depois caiu

A fila do INSS bateu recorde no governo Lula[14]: 3.126.220 pedidos em fevereiro de 2026, o maior número da série atual[9]. Em agosto, eram 1.251.813, queda de 59%, e os que esperavam havia mais de 45 dias caíram 79%. De janeiro a agosto, os indeferimentos subiram 72% sobre o mesmo período de 2025 e superaram as concessões: 6,1 milhões de pedidos negados e 5,9 milhões concedidos[1].

A espera média por perícia médica é de 17 dias, contra 70 em agosto de 2023[15]. Um benefício levava, em média, 85 dias para ser concedido em maio de 2022 e 33 em agosto de 2026[7][1]. O plano de Flávio cita o recorde e diz: “Em 2022, nós entregamos essa fila em queda”[3]. A contagem da fila mudou em julho de 2023, e os números de antes não se comparam aos de agora[1].

Os descontos

Descontos de associações

De 2019 a 2024, os descontos de associações nos benefícios do INSS somaram R$ 6,3 bilhões, segundo dados do INSS e da CGU[16]. O plano de Flávio diz que sindicatos e partidos de esquerda “conseguiram suprimir” a revalidação desses descontos[3]. Ela acabou em 2022, em votação simbólica orientada por todos os partidos, numa lei sancionada por Bolsonaro[17].

Segundo o ministro da Previdência, R$ 3,3 bilhões foram devolvidos a 4,8 milhões de aposentados[18]. Em janeiro de 2026, a Lei 15.327 proibiu esses descontos[19].

O voto

Quem decide o reajuste

O texto do plano registrado por Flávio não fala em salário mínimo, em reajuste de aposentadorias nem em BPC[3]. Segundo a Folha de S.Paulo, a equipe econômica de Flávio avalia limitar os reajustes de aposentadorias e do BPC à inflação. A campanha disse que isso “não consta no programa registrado” e que conversas informais não podem virar posição oficial[20].

Para sete em cada dez benefícios do INSS, o reajuste do mínimo é o reajuste deles[1]. Em 25 de outubro, o voto escolhe quem vai conduzir essa política pelos próximos quatro anos.

Sobre o décimo terceiro de aposentados e pensionistas, leia a página da Constituição. Ler sobre a Constituição

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Referências20 fontes

  1. 01Ministério da Previdência Social · Boletim Estatístico da Previdência Social – Vol. 32 Nº 08 (agosto de 2026)Tabela 16: 29.485.803 de 42.660.183 benefícios iguais a um piso (69,12%). Tabela 24: 5.212.631 concessões em 2022 e 7.645.372 em 2025; de janeiro a agosto de 2026, 5.925.679 concessões e 6.137.048 indeferimentos (+72,07% sobre o mesmo período de 2025). Tabela 25: fila de 1.251.813 pedidos, 384.467 há mais de 45 dias; série ajustada a partir de julho de 2023. Tempo médio de concessão de 33 dias em agosto de 2026.(abre em nova aba)
  2. 02Planalto · Lei nº 14.663, de 28 de agosto de 2023Sancionada por Lula: a partir de 2024, o salário mínimo soma a inflação (INPC) e, como aumento real, o crescimento do PIB de dois anos antes.(abre em nova aba)
  3. 03Campanha de Flávio Bolsonaro · Plano de Governo — Flávio Bolsonaro“A fila de espera chegou a 3 milhões de requerimentos no início de 2026, um recorde absoluto” e “Em 2022, nós entregamos essa fila em queda”. O texto não trata de salário mínimo, reajuste de aposentadorias nem BPC.(abre em nova aba)
  4. 04Dieese · Salário mínimo de R$ 1.518,00 em 2025 (Nota Técnica nº 283)Série do salário mínimo: R$ 954 em janeiro de 2018 e R$ 1.302 em janeiro de 2023.(abre em nova aba)
  5. 05Planalto · Medida Provisória nº 1.143, de 12 de dezembro de 2022Assinada por Jair Bolsonaro: salário mínimo de R$ 1.302 a partir de 1º de janeiro de 2023.(abre em nova aba)
  6. 06Dieese · Impactos do aumento do salário mínimo para R$ 1.621,00 em 2026 (Nota Técnica nº 289)Salário mínimo de R$ 1.621 em janeiro de 2026: INPC de 4,18% mais ganho real limitado a 2,5%; pela regra anterior, seria R$ 1.636.(abre em nova aba)
  7. 07Ministério da Previdência Social · Boletim Estatístico da Previdência Social (maio de 2022)Quadro 1: tempo médio de concessão de 85 dias em maio de 2022, a mesma série dos boletins de 2026.(abre em nova aba)
  8. 08TCU · Lista de Alto Risco da Administração Pública: concessão e pagamento de benefícios previdenciáriosTempo médio de concessão de 85 dias (maio de 2022) para 43 dias (maio de 2024), com o Programa de Enfrentamento à Fila (Lei 14.724/2023).(abre em nova aba)
  9. 09Ministério da Previdência Social · Boletim Estatístico da Previdência Social (fevereiro de 2026)Tabela 25: fila de 3.126.220 pedidos em fevereiro de 2026, 1.858.644 há mais de 45 dias. Tempo médio de concessão de 77 dias em fevereiro de 2026.(abre em nova aba)
  10. 10Planalto · Lei nº 15.077, de 27 de dezembro de 2024Art. 4º: entre 2025 e 2030, o aumento real do mínimo fica limitado aos índices do arcabouço fiscal (LC 200).(abre em nova aba)
  11. 11Agência Brasil · Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026Reajuste de 3,9%, igual ao INPC de 2025, para quem ganha acima do salário mínimo.(abre em nova aba)
  12. 12Senado Federal, Dados Abertos · Votações nominais em Plenário em 22/10/2019 (PEC 6/2019, segundo turno)Votação 6046, reforma da Previdência aprovada por 60 a 19: Flávio Bolsonaro votou Sim.(abre em nova aba)
  13. 13Planalto · Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019Art. 23: pensão por morte de 50% mais 10 pontos por dependente. Art. 26, § 2º: aposentadoria de 60% da média, mais 2 pontos por ano acima de 20 de contribuição.(abre em nova aba)
  14. 14Poder360 · Fila do INSS com Lula bate recorde e tem quase 3 milhõesA fila chegou a 2,96 milhões de pedidos em novembro de 2025, recorde.(abre em nova aba)
  15. 15Agência Brasil · Fila de espera do INSS cai para 1,2 milhão de requerimentosEspera média por perícia médica de 17 dias, contra 70 dias em agosto de 2023.(abre em nova aba)
  16. 16Agência Brasil · CGU recomendou suspensão de descontos em folha de aposentadosDados do INSS e da CGU: descontos associativos de R$ 604 milhões (2019), R$ 510 milhões (2020), R$ 536 milhões (2021), R$ 706 milhões (2022), R$ 1,2 bilhão (2023) e R$ 2,8 bilhões (2024).(abre em nova aba)
  17. 17Terra / Estadão Verifica · Fim da revalidação de descontos associativos foi aprovada de maneira simbólica na CâmaraO fim da revalidação dos descontos foi aprovado em 2022 na MP 1.107, convertida na Lei 14.438/2022 e sancionada por Jair Bolsonaro.(abre em nova aba)
  18. 18O Tempo · Em Minas, 500 mil aposentados foram ressarcidos por descontos indevidos do INSS, diz ministroO ministro da Previdência, Wolney Queiroz: R$ 3,3 bilhões devolvidos integralmente a 4,8 milhões de aposentados.(abre em nova aba)
  19. 19Planalto · Lei nº 15.327, de 6 de janeiro de 2026Veda descontos relativos a mensalidades associativas nos benefícios administrados pelo INSS.(abre em nova aba)
  20. 20Estado de Minas · Flávio considera limitar reajuste de aposentadorias e BPCSegundo a Folha de S.Paulo, a equipe econômica de Flávio avalia limitar os reajustes de aposentadorias e do BPC à inflação; a campanha diz que a medida não consta no programa registrado.(abre em nova aba)