Pular para o conteúdo
Mapa do Segundo Turno

13/ 17Fome e alimentação

Brasil voltou ao Mapa da Fome com Bolsonaro. Saiu com Lula.

O Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2021, no governo do pai de Flávio, e saiu em 2025, no governo Lula[1]. No governo Lula, a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios entre 2023 e 2024[2].

Imagem para stories e link desta página.

O preço da comida e o acesso a ela

Cada indicador tem sua própria escala. Compare as barras dentro de cada bloco.

Lula 1 e 2: menos insegurança grave

Domicílios com insegurança alimentar grave (%) · escala linear com zero

  1. Lula 16,9%

    2004[3]

  2. Lula 25,0%

    2009[3]

PNAD, IBGE: pesquisas realizadas dentro do primeiro e do segundo mandato, não nos seus extremos. Este bloco usa a forma grave, enquanto o bloco recente inclui todos os graus. Não formam uma série única.

Ver os números em tabela
Lula 1 e 2: menos insegurança grave · Domicílios com insegurança alimentar grave (%)
GovernoValorPeríodo
Lula 16,9%2004
Lula 25,0%2009

Quanto subiu a comida em casa

IPCA · variação anual (%) · escala linear com zero

À esquerda do zero: redução. À direita: aumento.

  1. Jair Bolsonaro+7,84%

    2019[4]

  2. Jair Bolsonaro+18,15%

    2020[4]

  3. Jair Bolsonaro+8,24%

    2021[5]

  4. Jair Bolsonaro+13,23%

    2022[6]

  5. Lula−0,52%

    2023 · redução[7]

  6. Lula+8,23%

    2024[8]

  7. Lula+1,43%

    2025[8]

Todos os anos completos de 2019 a 2025. Uma alta menor ainda significa preços maiores. A queda de um ano não desfaz as altas anteriores. Não comparamos totais de mandatos com durações diferentes.

Ver os números em tabela
Quanto subiu a comida em casa · IPCA · variação anual (%)
GovernoValorPeríodo
Jair Bolsonaro+7,84%2019
Jair Bolsonaro+18,15%2020
Jair Bolsonaro+8,24%2021
Jair Bolsonaro+13,23%2022
Lula−0,52%2023
Lula+8,23%2024
Lula+1,43%2025

Menos lares com insegurança alimentar

Domicílios com algum grau de insegurança alimentar (%) · escala linear com zero

  1. Lula27,6%

    2023[2]

  2. Lula24,2%

    2024[2]

PNAD Contínua, IBGE: inclui insegurança leve, moderada e grave. Os dois anos são do governo Lula. Estes percentuais de domicílios não são a medida de subalimentação da FAO nem a inflação.

Ver os números em tabela
Menos lares com insegurança alimentar · Domicílios com algum grau de insegurança alimentar (%)
GovernoValorPeríodo
Lula27,6%2023
Lula24,2%2024

Lula 1 e 2

O avanço começou antes

A insegurança alimentar grave caiu de 6,9% dos domicílios em 2004, no primeiro mandato de Lula, para 5,0% em 2009, no segundo[3]. São levantamentos feitos durante os mandatos, não uma comparação entre a posse e o último dia de governo.

O Brasil teve nova redução para 3,2% em 2013, já sob Dilma[3]. A primeira saída do Mapa da Fome veio em 2014, depois de mais de uma década de fortalecimento da proteção social e de investimentos em segurança alimentar[1].

Fome

O mapa não é fome zero

A saída anunciada em 2025 considera o triênio 2022–2024, incluindo o último ano de Bolsonaro. A proporção média de pessoas subalimentadas ficou abaixo de 2,5%, limite da FAO. A primeira saída foi em 2014, no governo Dilma[1].

Durante o governo Bolsonaro, o levantamento PENSSAN estimou 33,1 milhões de pessoas em lares com insegurança alimentar grave. A coleta ocorreu entre novembro de 2021 e abril de 2022[9]. É outra pesquisa: não subtraímos esse total dos dados do IBGE.

Iniciativas

O que o governo fez contra a fome

O governo Lula ampliou a alimentação escolar, o Programa de Aquisição de Alimentos, as cozinhas solidárias e os bancos de alimentos[1]; a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios[2].

A ONU também cita o apoio à agricultura familiar e à agricultura urbana e a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada sob liderança brasileira no G20. Famílias deixaram o Bolsa Família ao ganhar renda[1]. A pesquisa não mede o efeito de cada programa.

Alimentação

Ainda há famílias sem comida

No governo Lula, a insegurança alimentar caiu de 27,6% para 24,2% dos domicílios entre 2023 e 2024. A forma grave caiu de 4,1% para 3,2%[2]. A melhora não encerra o problema.

Preços

O alívio não foi contínuo

A alimentação em casa caiu 0,52% em 2023[7], mas subiu 8,23% em 2024 e 1,43% em 2025. Comer fora ficou 6,97% mais caro em 2025[8]. Menos inflação não significa voltar aos preços anteriores.

Contexto

O resultado e os choques

Pandemia, custos, fretes, clima e a guerra na Ucrânia pressionaram os alimentos[6]. Em 2025, safra recorde e queda do dólar ajudaram no alívio[10]. As variações não são efeito exclusivo de um presidente.

A comparação é entre os governos Lula e Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Os indicadores descrevem esses períodos, sem atribuir ao filho os atos do pai. O acesso à comida também importa na hora de escolher.

Leve esta página adiante

Uma imagem com o fato principal, no formato dos stories, e o link desta página.

Referências10 fontes

  1. 01ONU / FAO · ARTIGO: Brasil voltou a sair do Mapa da FomeRetorno em 2021, saída no triênio 2022–2024, limite de 2,5%, primeira saída em 2014 e iniciativas: alimentação escolar, PAA, cozinhas solidárias, bancos de alimentos, agricultura familiar e Aliança Global.(abre em nova aba)
  2. 02IBGE · PNAD Contínua: Segurança Alimentar 2024 — apresentação dos resultadosPNAD Contínua: algum grau de insegurança em 27,6% dos domicílios em 2023 e 24,2% em 2024; grave em 4,1% e 3,2%.(abre em nova aba)
  3. 03Consea / IBGE · IBGE divulga PNAD sobre segurança alimentar no BrasilPNAD: insegurança alimentar grave em 6,9% dos domicílios em 2004, 5,0% em 2009 e 3,2% em 2013.(abre em nova aba)
  4. 04Banco Central · Relatório de Inflação – março de 2021Página 69: alimentação no domicílio subiu 7,84% em 2019 e 18,15% em 2020.(abre em nova aba)
  5. 05IBGE · Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor — IPCA e INPC — Dezembro de 2021Página 14: alimentação no domicílio subiu 8,24% em 2021.(abre em nova aba)
  6. 06Ipea · Inflação de alimentos: como se comportaram os preços em 2022Alimentação no domicílio subiu 13,23% em 2022; choques da pandemia, clima, custos e guerra.(abre em nova aba)
  7. 07Banco Central · Relatório de Inflação – março de 2024Tabela de componentes do IPCA em 2023: alimentação no domicílio caiu 0,52%.(abre em nova aba)
  8. 08IBGE · Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor — IPCA e INPC — Dezembro de 2025Página 15: alimentação no domicílio subiu 8,23% em 2024 e 1,43% em 2025; fora do domicílio, 6,97% em 2025.(abre em nova aba)
  9. 09Rede de Estudos Rurais · Pesquisa da Rede PENSSAN aponta crescimento da fome e insegurança alimentarPENSSAN: 33,1 milhões em lares com insegurança alimentar grave; coleta de novembro de 2021 a abril de 2022.(abre em nova aba)
  10. 10Folha de S.Paulo · Inflação da alimentação perde força em casa e acelera fora em 2025Safra recorde e queda do dólar ajudaram a conter a inflação dos alimentos em 2025.(abre em nova aba)
Mapa do Segundo Turno · Eleições 2026mapasegundoturno.com.br